quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Resumo p/ 4ª AE de Sociologia

Sociologia – Resumo

Galera quem fala é Negão (Negão Rafael)e decidi fazer um resumo pra vcs, pq venho percebendo que muita gente não anda se “dando bem” com a matéria. Ai vai minha contribuição, espero que ajude.

Cultura – é o conjunto de crenças, regras, manifestações artísticas, técnicas, tradições, ensinamentos e costumes produzidos e transmitidos no interior de uma sociedade.

O papel da educação na transmissão da cultura:

Cada sociedade transmite às novas gerações o patrimônio cultural que recebeu de seus antepassados. Por isso, a cultura é também chamada de herança social

Educação informal ou assistemática – a transmissão da cultura se dá por intermédio da família ou da convivência com o grupo adulto.

Educação Formal ou sistemática – Quando há escolas para se encarregar de completar a transmissão da cultura iniciada na família e em outros grupos sociais ( essas educação obedece a uma organização previamente planejada).

A cultura de uma sociedade é transmitida das gerações adultas às gerações mais jovens por meio da educação.

Identidade Cultural

Cada sociedade elabora sua própria cultura ao longo da história e recebe a influência de outras culturas. Assim, os indivíduos que compartilham a mesma cultura apresentam o que se chama de identidade cultural. É essa identidade cultural que faz com que a pessoa se sinta pertencendo ao grupo, é por meio dela que se desenvolve o sentimento de pertencimento a uma comunidade, a uma sociedade, a uma nação, a uma cultura. Por exemplo: as comunidades indígenas são realidades culturais diferenciadas em relação à sociedade dita “civilizada”. Como tal, são capazes de reproduzir regras, valores e estilos próprios de organização. Os indivíduos que pertencem a elas desenvolvem um forte sentimento de identidade cultural.

O aspecto material e o não-material da cultura

A cultura material consiste em todo tipo de utensílios produzidos em uma sociedade (ferramentas, instrumentos, máquinas) e interfere diretamente em seu estilo de vida. Por Exemplo: um dos alimentos básicos no interior do Nordeste é a farinha de mandioca; muitos nordestinos preferem utilizar redes em vez de camas para dormir.

A cultura não-material abrange todos os aspectos morais e intelectuais da sociedade tais como: normas sociais, religião, costumes, ideologia ...Por exemplo: a maior parte da população brasileira segue a religião católica, não há pena de morte em nossa legislação,esses aspectos não-materias de nossa cultura contrastam com os que encontramos, por exemplo, nos EUA, uma sociedade de maioria protestante, na qual muitos estados empregam pena de morte ....

Interdependência entre o material e o não-material da cultura

Existe uma interdependência estreita e constante entre a cultura material e cultura não-material. Por exemplo: quando assistimos uma apresentação de uma orquestra, sabemos que as músicas executadas são produto criatividade de um ou mais músicos, entretanto, para comunicar sua criação aos outros, os artistas valem-se de instrumentos musicais

A interdependência entre esses dois aspectos é intrínseca (essecial galera^^)a qualquer cultura, pois um grupo só pode realizar sua cultura não-material apoiado em meios concretos de expressão que fazem parte de sua cultura material

Componentes da cultura

Os principais aspectos de uma cultura são: os traços culturais, o complexo cultural, a área cultural, o padrão cultural e subcultura.

Traços Culturais

Traço cultural é o menor componente representativo de uma cultura. Ele pode ser um objeto material – por exemplo, o cocar de penas usado por nossos índios. Um carro, um lápis, uma capa, uma pulseira.. são outros exemplos de traços culturais. Os traços culturais são os componentes mais simples da cultura. Eles são as unidades de uma cultura.

É necessário ressaltar que os traços culturais só têm significado quando considerados dentro de uma cultura específica. Um colar pode ser um simples adorno para determinado grupo e para outro ter um significado mágico ou religioso.

Complexo Cultural

A combinação dos traços culturais em torno de uma atividade básica forma um complexo cultural. Por exemplo, o carnaval no Brasil é um complexos cultural que reúne um grupo de traços culturais relacionados uns com os outros: carros alegóricos, música, dança, desfiles....outro exemplo é o futebol que pode ser desmembrado em vários traços culturais: o campo, a bola, a torcida, os jogadores...

Área Cultural

A região em que predominam determinados complexos culturais forma uma área cultural. Esta é, portanto, o espaço geográfico no qual se manifesta uma certa cultura.

Padrão Cultural

Padrão cultural é um conjunto de normas que rege o comportamento dos indivíduos de determinada cultura ou sociedade.

Subcultura

No interior de uma cultura podem aparecer diferenças significativas, caracterizando a existência de uma subcultura. Por exemplo: há comunidades no sul do Brasil que não se comunicam só com o português, mas também em idiomas europeus, como o alemão.

A ocorrência de subculturais não se limita a diferenças regionais. Também pode se verificar na relação entre gerações. Por exemplo: os jovens criam costumes e modos de vida radicalmente distintos da norma adulta, por isso, alguns autores falam da existência de uma subcultura juvenil, exemplo: punks, skinheads, góticos, emos ( esse ultimo é gozação, ahuauhauahuah).

O crescimento do patrimônio cultural

Cada geração passa por processos de aprendizagem, nos quais assimila a cultura de seu tempo e se torna apta a enriquecer o patrimônio cultural das gerações futuras. Desse modo, apesar das mudanças, alguns valores culturais tendem a permanecer, assegurando a continuidade da cultura de uma sociedade entre uma e outra geração.

Em geral, o enriquecimento patrimonial de uma cultura se faz por meio de 2 processos:

Invenção cultural: é a combinação de traços já existentes, dando como resultado um traço cultural novo.

Difusão Cultural: é quando os traços da invenção cultural difundem-se não só na sociedade em que tiveram origem, mas também entre culturas diferentes. Geralmente através dos meios de comunicação.

Geralmente, o patrimônio de uma cultura cresce de geração em geração. Assim, a cultura é o somatório de todas as realizações das gerações passadas que se sucederam no tempo, mais as realizações da geração presente.

Retardamento cultural:

As mudanças dos diversos componentes da cultura não acontecem no mesmo ritmo: alguns se transformam mais rapidamente do que outros. As invenções, por exemplo, acarretam mudanças mais aceleradas na cultura material do que na cultura não-material: os instrumentos, as máquinas e as técnicas mudam mais rapidamente do que a religião, os padrões familiares e a educação.

Aculturação: contato e mudança cultura

Quando seres humanos de grupos diferentes entram em contato direto e contínuo, geralmente ocorrem mudanças culturais nos grupos, pois verifica-se a transmissão de traços culturais de uma sociedade para outra. Alguns traços são rejeitados; outros são aceitos e incorporados, quase sempre com mudanças significativas, à cultura resultante.

Marginalidade Cultural

Quando duas culturais entram em contato, podem ocorrer – além da aculturação – conflitos emocionais nos indivíduos que pertencem a ambas as culturais.

Contracultura

Nas sociedades contemporâneas encontramos pessoas que contestam certos valores culturais vigentes, opondo-se radicalmente a eles, num movimento chamado contracultura. Exemplo: a beat generation que contestava o otimismo consumista do pós-guerra norte-americano, a ingenuidade que os filmes de Hollywood apregoavam...

Socialização e controle social

A socialização é o ato de transmitir ao indivíduo, de levá-lo a assimilar e introjetar os padrões culturais da sociedade.

O maior instrumento de socialização é o controle social, que pode assumir diversas formas

O controle social são as formas pelas quais a sociedade introjeta os valores do grupo na mente de seus membros, para evitar que adotem um comportamento divergente.

A primeira agência de controle social é a família. Desde que nasce, a criança é orientada, educada e moldada pelo grupo familiar. Depois da família, temos a igreja, a escola e o Estado.

Tipos de Controle Social

Pode ser:

Difuso(informal): nas comunidades isoladas e pequenas, o controle social é difuso, vago, muitas vezes de caráter religioso.

Institucionalizado (formal): nas sociedades complexas, o controle social é institucionalizado ou formal, isto é, há órgãos e instituições sociais encarregados de sua aplicação.

Funções do controle social

Nas sociedades modernas os sistemas de controle social são quase totalmente institucionalizados, isto é, dependem mais de leis e regras estabelecidas do que de normas impostas pela tradição.

O controle social tem 3 funções:

Ordem social: ligam-se à aplicação de normas e de leis

Proteção Social: relacionam-se ao cumprimento de normas que beneficiam setores menos protegidos da sociedade. Entre elas, estão as de previdência social e a proteção dos direitos humanos

Eficiência social: estão relacionadas com regras e procedimentos que levem os indivíduos a contribuir de forma produtiva para o bem-estar e o desenvolvimento da sociedade

Cultura erudita e Cultura popular

Cultura erudita, também designada cultura de elite, se distancia dos resto da população, pois era eita para uso exclusivo da burguesia( a galera que tem dindin)

Cultura popular é mais próxima do senso comum, passou a ser produzida e consumida pela parcela mais pobre da população, sem necessitar de técnicas requintadas e científicas: uma cultura em geral transmitida oralmente, registrando as tradições e os costumes de um determinado grupo social

Indústria Cultural ( Cultura de massa)

Ao contrário das culturas erudita e popular; a cultura de massa não está ligada a nenhum grupo social específico, pois é transmitida de maneira industrializada para um público generalizado. O que temos então, é a formação de um enorme mercado potencial de consumidores. Esse mercado constitui, na verdade, a chamada sociedade de consumo

é isso galera, espero que todos tirem 10 e ninguém vá pra recu

obs: malz pela falta de pontuação... é pq fiz na pressa.


Bom galera, quem vos falou isso foi o excelentíssmo, magnânimo e incorruptível:


Negão, nosso querido comparsa Rafael Melo, vlw awe pela ajuda man.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Física e Química

Não sei tudo que vai cair na prova, vou colocar só o que sei


(Alcalino é a mesma coisa que base.)

O que precisa saber é que menor que 7 é Ácido, maior é Base e 7 é neutro.
Não deve cair Classificação dos ácidos (forte, hidrácido, monoácido, etc.) nem das bases.

Reações químicas:

É o processo em que a composição dos materiais se altera.

H2 + Cl2 ---> 2HCl
(reagentes) (produto)

Tipos de reação

Reação de síntese - duas ou mais substâncias reagentes dão origem a uma única
2H2 + O2 --> 2H2O

Reação de análise - uma substância se decompõe em substâncias mais simples.
2H2O2 ---> 2H2O + O2

Reação de simples troca - uma substancia simples desloca um dos elementos da subs. composta.
2FeO + C ---> 2Fe + Co2

Reação de dupla troca - ocorre a permuta de elementos quimicos entre duas substancias compostas.
BaCl2 + NaSO4 ---> BaSO4 + 2NaCl

Reação exotermica - é toda vez que uma reação representa uma queima
(queima produz CO2 e H2O)

(Tem slide desse assunto nos posts anteriores)

Termologia

Temperatura : As partículas constituintes dos corpos estão em contínuo movimento. Entende-se temperatura como sendo uma grandeza que mede o estado de agitação das partículas de um corpo, caracterizando o seu estado térmico.

Calor : É uma forma de energia em transito de um corpo de maior temperatura para outro de menor temperatura.

Vou ser bem breve...
Tem a escala Celsius, a Kelvin e a Fahrenheit



São essas daí.

Fazendo as equações pra calcular as temperaturas, fica:

C = F-32 = K - 273
1,8

Exemplo...
Ele pede pra calcular 400 C em F:

C = F-32
1,8

400 = F - 32
1,8

400 . 1,8 = F - 32

720 + 32 = F

ºF= 752

______________

Vai cair tbm uma questão de uma escala imaginária (X).
Pra calcular é só utilizar essa equação:

PE - Ponto de Ebulição
PF - Ponto de Fusão

Voltei! :D

Continuando...

Vou falar agora da transferência de calor:

Existem tres tipos:

- por condução: é o processo pelo qual o calor é transferido através dos átomos com maior energia para os de menos energia. Geralmente ocorre nos sólidos. Ex. Uma barra de ferro sendo aquecida.
- por convecção: é o processo pelo qual o calor é transferido através dos átomos com maior energia para os de menos energia. Geralmente ocorre nos líquidos e gases onde formam as chamadas Correntes de Convecção. Ex. Panela com água aquecendo.
- por irradiação: é o processo pelo qual o calor é transferido tanto através dos átomos gasosos
como no vácuo. Ex. Chama acesa e a mão perto dela.

Um breve resumo do capítulo 19 e 20 que Marvin (agora é pra valer) fez! :D



Continua... (talveiz...)

Quando cansar, vão assistir a Gaga ou então Rihanna!! :D

domingo, 9 de novembro de 2008

Resumo de geografia p/ 4ªAE

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Estão aí os links para o download do resumo de geografia feito por Thiago Motta.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desenho

A AE vai estar super fácil... tudo que vai cair:

Elipse


Centra em A e pega a distância até 1. Centrar no F1 e traçar os arcos. Depois centrar em B e pega a distância até 1, centrar no F2 e traça os arcos. Vai fazendo o mesmo com todos os números... Podem ter 3, 4, 5, tanto faz. No fim é só ligar direito.


Parabolóide


Acho que todo mundo sabe como faz esse... É só dividir as paradas lá em X vezes (a questão deve dar) e sair ligando o primeiro com o ultimo, o segundo com o penúltimo e assim vai...

Hipérbole

Fazer a mesma coisa da Elipse com a Hipérbole. Só muda uma coisinha... Centrar em A e pega a distância até 1, centrar no F1 e no F2 e traçar os arcos. Depois de B até 1, centrar no F1 e no F2, traçar os arcos... e assim por diante... no fim é só ligar...

Parábola


Traçar perpendicular em 1, 2 e 3 (ou mais, se tiver mais números lá ou se quiser mais precisão). Centrar em A e pega a distância até 1, depois centra no foco e marca em cima e embaixo, na perpendicular 1. Depois centrar em A e vai até 2, centrar no foco e marca em cima e embaixo na perpendicular 2... e assim vai... Depois é só ligar...

Simetria Axial


Esse é facin facin... É só traçar perpendiculares pelos pontos, pegar a mesma distância do ponto até o eixo principal e marcar do outro lado. Depois é só ligar os pontos.

Aeeee!
Acabou...
Espero que tenha ajudado....

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Resumo História - (Salvação by Thiago e Rafael Melo)

Resumo de História – III Bimestre

Salve galera! Nós (Thiago Motta e Rafael Melo) decidimos postar esse resumo para dar uma pequena ajuda para a prova de amanhã.

Para quem acha o assunto difícil, relaxe. Nessa unidade, o conteúdo é bem mais fácil e vamos fazer o possível para ajudar a esclarecê-lo. Vamos pedir que vocês revejam o Caderno de Atividades e se possível o refaçam, porque mesmo que ele tenha algumas questões repetitivas é um bom meio para treinar para a prova. Também procurem resolver o roteiro de estudo que eu vou colocar ao final dessa revisão.

Começando nosso assunto, é importante que vocês compreendam um conceito básico que vai nos nortear durante praticamente toda essa revisão: o nacionalismo. Nacionalismo pode ser definido como o sentimento de pertencer à mesma nação, como se fosse um tipo de solidariedade.

Liberalismo e Nacionalismo

Durante todo o século XIX, ocorreram na Europa muitas revoltas nacionalistas e liberalistas (principalmente por causa de crises econômicas). Desde a Revolução Francesa, o povo já se opunha ao absolutismo e ao princípio da Legitimidade (no Congresso de Viena, lembram?). Mas, logicamente, os monarcas europeus não ligavam muito para isso... até que começou a arrebentar em cima deles.

França

Todos lembram que após a queda de Napô, quem assumiu o governo francês foi Luís XVIII. Ele governou com apoio político da burguesia, tendo que manter algumas conquistas da Revolução Francesa. O governo passou a ser exercido pelo rei e pela burguesia, o que desagradou os ultra-realistas (absolutistas), mas mesmo assim Luís XVIII ainda era mias para o lado conservador. Quando ele vestiu o paletó de madeira, entrou em cena Carlos X. Esse sujeito, ultra-realista, devolveu os privilégios da nobreza e começou a tomar medidas absolutistas, como: fechamento da Assembléia, mudança nas leis eleitorais e implantação da censura. Depois, ele formou uma Assembléia de maioria ultra-realista, irritando a burguesia (se lembrem que a burguesia era contra o absolutismo). Esta, logicamente, não deixou barato: assim como fez na Revolução Francesa, jogou o povo contra o rei Carlos X, que por sua vez começou a se piscar com medo de ser guilhotinado. O povo montou barricadas nas ruas (jornadas gloriosas) e o rei acabou por fugir.

Notem que a França era muito instável politicamente, com reis fugindo, ora centralizando o poder, ora favorecendo a burguesia o tempo TODO!!! Com a fuga de Carlos X, a dinastia dos Bourbons saiu do poder e os burgueses colocaram no trono Luís Filipe de Orleans, mais conhecido como o “rei burguês”. Ele fez um governo mais liberal, acabou com a censura e jurou respeito à Constituição. Mesmo assim, continuou com o voto censitário (por riqueza, quem tem dinheiro vota e pode ser votado, já quem não tem...), favorecendo a alta burguesia.

Revoltas liberais de 1848

O ano de 1848 foi marcado por várias revoltas motivadas pelo nacionalismo, como o liberalismo e o socialismo; percebam que o liberalismo era um movimento da burguesia, enquanto o socialismo era da classe trabalhadora. Esse ano (1848) foi chamado de “primavera dos povos”, pelas diversas revoltas que ocorreram nele.

França

O rei Luís Filipe também tinha seus opositores; eles se reuniam em banquetes para discutir a melhor maneira de arrancar o fígado do rei (na verdade, queriam melhores condições de vida para os trabalhadores e mudanças no sistema eleitoral). O rei não viajou nessa idéia de alterações eleitorais e seu primeiro-ministro Guizot mandou acabar com os banquetes. Isso foi o estopim para que começasse uma revolução contra o rei, que foi deposto.

Sem Luís Filipe no poder, formou-se um governo provisório, que restabeleceu o sufrágio universal, criou oficinas nacionais (para empregar os desempregados) e acabou com a pena de morte, além de proclamar a segunda república.

A nova assembléia, eleita no governo provisório, era de maioria liberal, o que causou revoltas populares nas ruas de Paris. Para piorar a situação, o governo fechou as oficinas nacionais, levando a uma guerra civil; a repressão foi feita pelo General Cavaignac, que ficou conhecido como o “carniceiro”. No final do ano, rolaram eleições para presidente onde concorreram o cara de pau que reprimiu a revolta popular e veio pedir voto depois General Cavaignac e Luís Napoleão, sobrinho do nosso querido amigo... Napô!!!

Luís Napoleão venceu as eleições. Ele governaria por 4 anos, mas por meio de um golpe de Estado com os bonapartistas conseguiu 10 anos e depois, com o apoio da população francesa (que ainda amava Napô) tornou-se imperador. Isso aconteceu porque:

· A maior parte da população francesa, que era agrícola, não apoiava as agitações dos republicanos e socialistas;

· A burguesia tinha medo de perder seus bens com outra revolução, então preferiu manter a ordem;

· A Igreja apoiou Luís Napô porque ele impediu que os italianos tomassem os Estados papais;

· O exército recebeu aumento salarial no seu governo.

Luís desenvolveu indústria francesa e fez estradas de ferro. Porém, entrou em guerra com a Prússia e se estrepou. A Prússia venceu a guerra, o rei foi preso e a França se rendeu. Por meio do tratado de Frankfurt, teve que pagar uma pesada indenização de guerra, deixar que tropas prussianas ficassem em seu território até que a dívida fosse paga e entregou aos alemães as regiões da Alsácia e Lorena ricas em carvão e ferro. Além de tudo isso e para completar a humilhação, o rei alemão Guilherme I foi coroado Imperador da Alemanha no Palácio de Versalhes, na França, um símbolo histórico do país. Aí, a população não gostou: porra, vem esse cara e cobra dinheiro da gente, bota tropas dele aqui e ainda é coroado num palácio histórico do meu país??? Ah, não! milhares de trabalhadores, revoltados com a derrota francesa, a crise social e conseqüentemente a miséria e o desemprego tomaram Paris e criaram a Comuna de Paris, o primeiro governo socialista da Europa. Porém, a burguesia não viajou nessa idéia e quis combater a Comuna, porque os movimentos socialistas iriam interferir no comércio. Começaram a atacar a Comuna, que caiu depois de mais dois meses.

Inglaterra

Na Inglaterra a parada foi mais simples: o capitalismo na agricultura inviabilizou a vida dos camponeses e artesão, que juntamente com os profissionais liberais queriam uma reforma social. Já a galera de classe média e alta queria manter seus bens e seu lucro.

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Unificações

Itália

Antecedentes: a Península Itálica se encontrava dividida em vários reinos, alguns deles entregues a monarcas estrangeiros. Isso irritava parte da população, favorecendo o surgimento de sociedades secretas que divulgavam suas idéias sobre a unificação italiana. Começaram a ocorrer levantes entre os diversos reinos contra a dominação estrangeira, porém a maioria sem sucesso.

As transformações ocorridas na Europa no século XIX estimularam o nacionalismo italiano, o que culminou com o início da luta pela unificação da Itália em torno do reino de Piemonte-Sardenha (o norte da Península era desenvolvido, com comércio e ferrovias; a burguesia queria a unificação em torno do Piemonte para que se implantasse o liberalismo em toda a Península; esses ideais eram dos intelectuais e grandes proprietários de terras, e não do homem do campo, que era maioria na população italiana).

Nesse contexto, havia o Risorgimento, um movimento que unia a média burguesia e o proletariado urbano, para criar uma democracia na Itália e fazer com que ela retornasse aos seus tempos de glória, contrariando a alta burguesia (que queria a unificação em torno de Piemonte-Sardenha).

Para conseguir apoio da França contra a Áustria (que detinha territórios italianos), a Itália enviou tropas italianas para lutar a favor da França contra a Rússia na guerra da Criméia. Depois, firmou um novo acordo com Luís Napô para se libertar da Áustria, o que, após uma série de lutas (mesmo contra a França, que descumpriu o trato), culminou com a unificação da Itália, mesmo sem os Estados papais e Veneza. Veneza foi anexada em 1866, quando os italianos apoiaram a Prússia na guerra contra a Áustria e os Estados papais foram tomados quando a França “baixou a guarda” lá para lutar contra a Prússia. Essa tomada dos Estados papais gerou conflitos entre o Papa e o rei italiano, que só foi resolvida em 1929 com a assinatura do Tratado de Latrão.

Alemanha

Desde o Congresso de Viena, a Alemanha (Confederação Germânica) ficou dividida em 39 Estados independentes, representados em assembléias presididas pela Áustria (que babava para unificar essas áreas ao seu território). A Prússia era vice-presidente dessas assembléias e queria formar a pequena Alemanha, sem participação da Áustria (porque esta, além de antiliberal, tinha poucos alemães em seu território).

No século XIX, a economia alemã era dominada pelos junkers – nobreza rural, contrários ao liberalismo – que compravam terras de proprietários menores e dominavam o setor agrícola; os pequenos proprietários, sem suas terras, iam para as cidades formar a classe operária alemã.

Além dos junkers, havia também a burguesia, interessada na unificação para acabar com as barreiras alfandegárias existentes entre os 39 Estados da Confederação. Com essa finalidade, surgiu o Zollverein, uma união alfandegária no norte da Alemanha, com unificação de pesos, medidas, moeda e taxas alfandegárias. Isso favoreceu o comércio e também a burguesia.

Em 1848, ocorreu o primeiro movimento pela unificação na Prússia: a agricultura produziu pouco, gerando inflação e crise social. Quando o Parlamento de Frankfurt ofereceu ao rei o título de Imperador da Alemanha, ele recusou temendo a reação da Áustria. Assim, o Parlamento ficou desprestigiado e foi dissolvido. A nobreza conservadora alemã aceitaria o rei como monarca da unificação se ele não governasse com uma Constituição; a nobreza enfrentou o movimento liberalista e venceu, tomando a dianteira na unificação. Percebam que na Itália a unificação foi comandada pela burguesia; já na Alemanha, a unificação foi comandada pela nobreza monarquista.

Otto von Bismarck, o “chanceler de ferro”, primeiro ministro alemão, dizia que a unificação só aconteceria pela força, principalmente contra a Áustria. Ele construiu ferrovias e um poderoso exército, começando guerras contra outros países: a Guerra dos Ducados, na qual Bismarck deu o zig na Áustria, chamando ela na chincha para a Guerra; a Guerra das Sete Semanas, contra a Áustria (em decorrência da Guerra dos Ducados), na qual a Prússia ganhou alguns territórios austríacos; e a Guerra Franco-Prussiana (aquela que eles venceram a França e a humilharam). Fim, unificação alemã completa!

A Segunda Revolução Industrial e o Imperialismo

Antecedentes

Revoluções econômicas:

1. Da agricultura, ocorrida em regiões da Europa em decorrência da melhoria das técnicas agrícolas.

2. 1ª Fase da Revolução Industrial, com o surgimento de técnicas e métodos de produção que transformaram os produtos manufaturados pelos realizados por máquinas. (essa rev. trouxe alterações para a população e para economia: um contingente humano de trabalho artesanal parou de produzir por não conseguir competir com os preços industriais.

2ª Rev. Industrial

A Inglaterra deteve a supremacia no início, depois a revolução atingiu outros países europeus os EUA e o Japão. A 1ª fase da rev. ficou marcada como era do carvão e do ferro, a 2ª ficou conhecida como era do aço e da eletricidade.

Inovações no processo industrial:

· A transformação do ferro em aço por Henry Bessemer ( o aço era mais barato);

· O motor de combustão interna, de Nicolau Oto foi aperfeiçoado por Rudolf e Karl;

· O desenvolvimento de produtos químicos;

· A fabricação de automóveis movido a gasolina por Benz e Daimler

· A invenção do telefone por Alexandre Graham Bell

· Dentre outras...

O aumento da produção fez com que o operariado questionasse melhorias no salário a nas fábricas, além de realizações de sindicatos. Isso fez com que os patrões investissem parte do capital no aperfeiçoamento das máquinas a fim de diminuir o número de operários.

Etapas na confecção dos produtos:

· A produção em série – que mantinha o padrão e garantia a aceitação dos compradores;

· Especialização do trabalho – trabalho dividido em várias etapas, dando origem as linhas de montagem;

· As linhas de montagem - eram esteiras que levavam partes do produto para serem montados. O operário não precisavam saber montar o produto todo (essa técnica de trabalho é chamada de taylorismo).

O aumento da produção tornou necessária a busca de novos mercados consumidores e maiores lucros.

Para inibir a concorrência, vários empresários se uniram e deram origem a(ao):

· Cartel - união de empresas com objetivo de dominar o comércio de um produto e dividir o mercado entre elas;

· Truste – é a fusão de algumas empresas já estabelecidas no mercado;

· Holding - união de empresas de um mesmo produto ou de diferentes produtos que são administradas por uma que detém o controlo acionário das demais.

Imperialismo

A produção em expansão levou ao acúmulo de capital em mão dos empresários que aplicavam os lucros em novos empreendimentos. Por isso, os países industrializados passaram a utilizar o protecionismo econômico (para salvaguardar seus produtos da concorrência, ocasião em que vários países se fecharam às importações)

Os países produziam, mas não compravam. Mesmo com o crescimento da produção interna. Além disso, a classe operária começou a exigir leis trabalhistas.

A ação protecionista provocou uma corrida por novos mercados fora da Europa. A política imperialista vislumbrou a África, a Ásia e a Oceania como regiões de novos mercados consumidores, onde o capital excedente seria bem aplicado, tendo em vista essa áreas serem produtoras de diversas matérias-primas e oferecerem mão-de-obra barata, o que possibilitaria maiores lucros.

Essa nova busca mercantil das metrópoles européias (neocolonialismo) tinha por objetivo retirar o máximo das regiões, mas não se impunha pela força ( já que elas não se tornavam colônias).

O neocolonialismo objetivou a busca de novos mercados consumidores, colocação do excedente populacional, investimento de capitais...

Os europeus se diziam culturalmente superiores; por isso deveriam levar sua cultura para essas regiões. A penetração s fez através de expedições científicas, religiosas e paramilitares que estabeleciam as CIAS de comércio.

A partilha da África, Ásia e Oceania

ÁFRICA:

França – Argélia

Inglaterra – Egito, África do sul (bôeres)

Portugal – Moçambique e Angola

Bélgica – Congo

ÁSIA:

Inglaterra – índia

Franceses – Indochina

Holanda – Indonésia

Japão – Coréia

EUA – Ilha Filipinas

Imperialismo Inglês

Durante a Era Vitoriana a Inglaterra teve sua maior expansão territorial devido às ações da rainha como:

· Descentralização administrativa;

· Abolição do ato de navegação;

· Criação de leis trabalhistas...

Revolta dos Sipaios – a ocupação britânica abateu a economia indiana. A população estava em uma grave crise social e empobrecida. Tais fatos estimularam uma reação nacionalista soa soldados indianos. O Estopim do conflito foi o incidente envolvendo a crença religiosa dos hindus (comentários de que os ingleses usavam gordura animal para lubrificar as balas). A revolta foi contida em 1859.

Guerra dos bôeres – corrida por ouro e diamantes provocou uma reação dos habitantes. A Inglaterra interessa em ampliar o domínio no sul da África colocou- se no lado dos exploradores dando início à guerra. Com a vitória inglesa foi criada a União Sul – Africana em 1910.

Guerra do Ópio – a Índia tinha plantação de papoula, planta que dá origem ao ópio. Os ingleses ampliaram a produção e diminuíram o preço viciando a população chinesa. Isso fez com que Cantão pressionasse a Inglaterra contra esse excesso e forçasse a derrama de caixas do produto do mar. Como a Inglaterra não recebeu o ressarcimento pelo prejuízo, teve início a guerra do ópio.

Guerra dos Boxers – esta guerra envolveu uma facção nacionalista boxers contra o desmembramento da China. Uma força de repressão composta por soldados europeus, norte-americanos e japoneses submeteu os boxers e obrigou a China a cumprir acordos imperialistas, com isso o domínio sobre a China se efetivou.

1ª Guerra Mundial

Antecedentes: Nas últimas do século XIX, eram constantes as tensões entre as potências imperialistas européias. A Inglaterra, maior potência marítima da época, era vulnerável a uma invasão; a Alemanha tinha se tornado a mais poderosa nação européia; a França, derrotada na guerra contra a Prússia, estava envolta em disputas internas entre monarquistas e republicanos; o Império Austro-Húngaro era muito ligado à política alemã; e a Itália tinha um território muito desigual (Norte muito mais desenvolvido que o Sul). Nas Américas, os EUA se recuperavam da Guerra de Secessão e não possuíam um exército nos moldes europeus.

Como se percebe, a Europa vivia um clima instável; e as tensões se acirraram ainda mais com os seguintes fatores:

· O revanchismo francês pela derrota na guerra franco-prussiana;

· As rivalidades entre as potências européias, uma tentando ser mais forte que a outra;

· A corrida colonial, onde as potências disputavam colônias, potenciais mercados consumidores e fornecedores de matérias-primas;

· A questão marroquina, onde França e Alemanha disputavam a região do Marrocos, que lhes fornecia matérias-primas; a Inglaterra apoiou a França, enquanto a Alemanha proclamou a independência do Marrocos. A questão foi resolvida depois, quando o Marrocos ficou sob o domínio do sultão, porém sem acabar com os acordos comerciais com a França. Mais tarde, a França cedeu à Alemanha o Congo Francês, enquanto essa desistia do Marrocos;

· O sistema de alianças, que acabou por dividir a Europa em dois blocos, o que aumentou as rivalidades; a primeira aliança foi a Liga dos Três Imperadores (Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia). Porém, a Rússia desagradava a Áustria porque apoiava os eslavos nos Bálcãs. A liga se dissolveu, mas logo após ela se formou a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália). A Itália acabou saindo da aliança posteriormente, por causa de uma questão territorial com a Áustria. Havia também o bloco da Tríplice Entente (França, Inglaterra e Rússia), formada primeiramente pelo acordo franco-russo e depois pela Entente Cordiale entre França e Inglaterra. Esse sistema contribuiu para o início da guerra orque criou blocos antagônicos que procuravam enfraquecer um ao outro.

· A Liga Pangermânica, pela qual a Alemanha queria unir todos os povos que de origem germânica que viviam nas regiões centrais da Europa;

· O nacionalismo sérvio, que queria unir os povos sérvios xD e o pan-eslavismo russo, que defendia a criação de uma “grande família” de povos eslavos tendo a pobre e ingênua Rússia à frente;e

· A Questão dos Bálcãs, região disputada pó praticamente toda a galera.

O Império Austro-Húngaro queria anexar os Bálcãs; com esse intuito, o herdeiro ao trono austríaco, duque Francisco Ferdinando foi à Bósnia fazer a propostas de formar um reino tríplice (Austro-Húngaro-Balcânico). Resultado: mataram Chico quando ele foi à Sarajevo. Esse atentado foi o estopim da 1ª Guerra Mundial.

França Alemanha

Inglaterra X Áustria-Hungria

Rússia Itália

A Turquia (por causa de rivalidades com a Rússia, devido ao apoio que essa dava aos eslavos que viviam na Turquia a se desmembrarem desse país) e a Bulgária se aliam à Tríplice Aliança, enquanto o Japão toma áreas coloniais da Alemanha.

O conflito começou com a Guerra de Movimento, na qual os alemães mobilizaram seu exército rapidamente para atacar a França. Os franceses reagiram na Batalha de Marne, que deu início à Guerra de Trincheiras, na qual as tropas ficavam expostas a doenças contagiosas e ao fogo inimigo. Após esse insucesso na frente ocidental, a Alemanha invadiu a Rússia.

Os alemães também começaram a atacar navios de parceiros comerciais da Inglaterra (como os EUA) para isolá-la, usando submarinos; porém, não obtiveram sucesso, pois seus submarinos foram destruídos pelos ingleses. Devido aos ataques às suas embarcações, os Estados Unidos entraram na guerra.

Os americanos ajudaram decisivamente a derrotar a Tríplice Aliança, a Bulgária e a Turquia, que abandonaram a guerra ou se renderam.

Com o fim da guerra, criou-se a Liga das Nações (tipo a ONU). Porém, ela não atingiu sua finalidade: excluiu a Rússia (socialista) e a Alemanha (perdedora e considerada culpada da guerra). Por causa da exclusão da Alemanha, os Estados Unidos também saíram da Liga.

A Alemanha assinou o Tratado de Versalhes, que lhe impunha pesadas punições: o desarmamento, a altíssima dívida de guerra, a devolução da Alsácia e da Lorena à França, a desmilitarização da região da Renânia, dentre outras medidas.

Conseqüências da 1ª Guerra Mundial:

· Criação da Liga das Nações;

· Declínio das potências européias;

· Movimentos de emancipação nas colônias;

· Ascensão dos EUA como potência mundial;

· Desmembramento do Império Otomano e surgimento da Turquia;

· Surgimento de novos Estados;

· Perda de um décimo da mão-de-obra; e

· Progressos no campo das ciências e atividades industriais.

A Revolução Russa

Em pleno século XIX, a Rússia ainda era um país semi-feudal, com a maior parte da população no campo em regime de servidão e submissa à nobreza rural. Somente com o Czar Alexandre II, que libertou quarenta milhões de camponeses, começou a abolição da servidão na Rússia. Seu sucessor abriu a economia russa para a entrada de capitais estrangeiros, no intuito de desenvolver a industrialização do país, criando assim uma burguesia fraca, mas um proletariado forte. Mesmo assim, a monarquia russa tornou-se insustentável, devido à deficiência administrativa, existência de grupos radicais contrários ao governo, derrotas militares na guerra russo-japonesa e na 1ª Guerra Mundial.

Um grupo de manifestantes foi protestar pacificamente em frente ao Palácio Imperial contra as perdas militares russas. Porém, foi reprimido violentamente. Esse episódio ficou conhecido como Domingo Sangrento, e ele repercutiu em manifestações por toda a Rússia, inclusive com uma greve geral e rebeliões militares.

Percebendo que a situação tava feia, o czar prometeu criar uma Constituição e um parlamento – o DUMA. Foram instituídos sovietes, os conselhos de trabalhadores (lembrem dos sovietes, eles eram muito importantes). Tava tudo muito bem, mas aí o czar se fortaleceu com a entrada de capitais estrangeiros e o exército, que estava no Oriente, retornou; o czar acabou com os sovietes tirou o poder do DUMA. A oposição ao governo do czar era composta por 3 grupos, sendo o principal deles o dos socialdemocratas, que por sua vez se dividiam em bolcheviques (revolucionários) e mencheviques (eram mais moderados e ligados à burguesia). Essa foi a 1ª fase da Revolução.

Com as perdas russas na 1ª Guerra Mundial, veio o colapso da economia e conseqüentemente a fome as agitações populares. As tropas antes leais ao czar começam a desertar, e finalmente ele cai, sob a Revolução Menchevique de 1917. Aí começa a 2ª fase da revolução. O governo provisório foi substituído por um governo menchevique, regido por Alexander Kerenski. Tudo beleza para os mencheviques, até que entram em cena os bolcheviques Lenin e Leon Trotski. Esses dois cidadãos começaram a envenenar a galera contra o governo menchevique, promovendo manifestações, e divulgaram as Teses de Abril (reforma agrária, tirar a Rússia da 1ª Guerra Mundial e regularizar o abastecimento da população).

Acabou que os bolcheviques assumiram o poder e começou o governo de Lenin. Ele tirou s Rússia da guerra (por meio de um tratado com a Alemanha), organizou o Exército Vermelho, promulgou constituições, adotou o partido único, realizou a reforma e nacionalizou (tornou estatais) indústrias e bancos. No começo do governo de Lenin, ocorriam conflitos entre os russos vermelhos (bolcheviques) e brancos (o resto). Lenin também criou a União Soviética e a Nova Política Econômica, para salvar a economia russa, combinando aspectos (incentivos) capitalistas e controles socialistas.

Quando ele bateu as botas, rolou uma briga entre Joseph Stalin e Leon Trotski para ver quem ficava no poder. Stalin ganhou e expulsou Trotski do país. Segredinho do mal: Trotski foi exilado e, um belo dia, enquanto curtia seu exílio, um agente de Stalin bate na sua porta e lhe mata com uma picaretada (é sério, só não coloquem isso na prova!!!). Stalin impôs um governo ditatorial na URSS, com o partido único (PC – Partido Comunista) e enviou para regiões remotas os que não concordavam com ele. Stalin também substituiu a Nova Política Econômica de Lenin pela planificação da economia, com planos qüinqüenais e estatização da indústria e dos bens de produção. Na agricultura, ele criou a coletivização em fazendas do Estado; na educação, melhorou o sistema educacional (tanto que recentemente, a transição dos países da ex-URSS do socialismo para o capitalismo tem sido favorecida pelos bons níveis educacionais da população); na política, colocou eleições diretas para os sovietes supremos (lembram dos sovietes?) e outras organizações. Porém, não adiantava de muita coisa, porque só concorriam candidatos do PCUS (Partido Comunista da União Soviética)...

Na política externa do governo de Stalin, ele conseguiu melhorar a diplomacia entre a URSS e os países capitalistas, inclusive ingressando na Liga das Nações em 1934. Poucos anos depois, um homem chamado Adolf Hitler decidiu conquistar o mundo e começou a 2ª Guerra Mundial. Inicialmente, Stalin firmou com Hitler um pacto de não-agressão, mas os alemães acabaram invadindo a URSS e sendo expulsos em 1943 na batalha de Stalingrado.

Conseqüências da Revolução: a Rússia subiu na vida. Em 1917, era um país breado pobre e feudal, mas foi se desenvolvendo e virou uma das maiores potências mundiais, juntamente com os EUA; aumentou a produção; surgiu a ditadura, na qual os direitos do povo, como o do voto, foram aos poucos suprimidos (excluídos); e as desigualdades sociais entre povão e alta burocracia (os caras do governo) eram gritantes.

A Crise da Sociedade Liberal

Com o fim da 1ª Guerra Mundial, a Europa estava breada destruída e arrasada pela guerra. Mesmo com um décimo da mão-de-obra perdida na guerra, o desemprego era um problema que perturbava os governos. E, para piorar a situação, as suas colônias começaram a fazer movimentos nacionalistas e comunistas. Como se não bastasse, a crise de 1929, nos EUA, chegou para brear de vez gerou problemas no mundo capitalista todo.

Essa tal crise de 1929 foi gerada porque, nos EUA, o Estado não interferia na economia nem nas relações sociais; assim, os patrões não aumentavam os salários de seus empregados ou então aumentavam muito pouco. Agora, isso leva a uma contradição: a indústria produzia desenfreadamente, mas não tinha para quem vender os produtos, porque a classe operária não podia comprar (já que ganhava pouco); isso desorganizou a economia e levou no dia 24 de outubro de 1929 à quebra da bolsa de Nova York, ocorrendo a falência de milhares de empresas e a quebra de outros tantos milhares de bancos. Se piscando de medo, os investidores americanos tiraram seu dinheiro da Europa e o aplicaram nos EUA com o intuito de melhorar a situação. Enquanto isso, os europeus adotaram medidas protecionistas ou desvalorizaram suas moedas.

Nos EUA, o desemprego e a fome se tornaram problemas gravíssimos. Para contornar a situação, o presidente Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932, implantou uma política econômica chamada New Deal, que introduzia maior intervenção do Estado na economia; além disso, o Estado fez grandes obras públicas (como estradas, ferrovias e usinas hidrelétricas). Embora tenha conseguido reduzir o número de desempregados de 15 para nove milhões, o problema do desemprego só foi resolvido quando começou a 2ª Guerra Mundial, com o aumento da produção e o alistamento de desempregados no exército.

Com a crise, alguns países passaram a questionar o liberalismo e usaram o totalitarismo. Nos regimes totalitários de direita, predominavam algumas características comuns: militarismo, nacionalismo, anticomunismo (conseguiram apoio da burguesia), antiliberalismo (embora pareça estranho que eles fossem contra o liberalismo e mesmo assim tivessem o apoio da burguesia, esta, em tempos de crise, acabou abdicando de algumas de suas pretensões), concederam direitos trabalhistas (como o seguro desemprego), não permitiam autonomia dos estados e cidades, não realizavam eleições e nem tampouco tinham Congresso com representações de classes populares. Como regime totalitário de esquerda, temos a URSS. Os principais regimes totalitários foram: fascismo (Itália), nazismo (Alemanha), salazarismo (Portugal), franquismo (Espanha) e mesmo o governo de Getúlio Vargas aqui no Brasil.

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Questionário

  1. Diferencie os movimentos liberalistas dos socialistas.
  2. Qual a importância da revolução liberal francesa de 1830 no fortalecimento do capitalismo?
  3. Explique a política externa do governo de Luís Napoleão.
  4. O que foi a Comuna de Paris?
  5. Descreva as unificações italiana e alemã diferenciando-as.
  6. Quais os aspectos e invenções da 2ª Revolução Industrial que ajudaram a aumentar a produção?
  7. O que foi o capitalismo financeiro ou monopolista da 2ª Revolução Industrial?
  8. Podemos dizer que o imperialismo foi uma conseqüência da revolução industrial? Por quê?
  9. Qual a influência do imperialismo na 1ª Guerra Mundial?
  10. Explique as principais revoltas nas colônias contra o imperialismo europeu.
  11. Qual a justificativa dada pelas potências européias para promover o imperialismo?
  12. Relacione a guerra franco-prussiana à 1ª Guerra Mundial.
  13. Explique a importância do sistema de alianças como um fator causador da 1ª Guerra Mundial.
  14. Explique a mudança da guerra de movimento para guerra de trincheiras na 1ª Guerra Mundial.
  15. Relacione a 1ª Guerra Mundial ao desenvolvimento dos EUA no pós-guerra.
  16. Explique as punições impostas à Alemanha no final da 1ª Guerra Mundial.
  17. Cite as causas da Revolução Russa.
  18. Os ideais da Revolução Russa de 1917, de igualdade entre os cidadãos, foram cumpridos nos governos que regeram a URSS?
  19. Diferencie mencheviques de bolcheviques.
  20. Descreva a Nova Política Econômica implantada por Lenin.
  21. Quais foram as saídas políticas e econômicas encontradas por alguns países europeus para fugir da crise de 1929?

Isso aí galera, esperamos ter ajudado vocês. Respondam este questionário usando o livro e o caderno de exercícios também, não só a revisão. Estudem para a prova com dedicação, e todos vão se dar bem;.

Valeu gente, grande abraço de seus colegas


Thiago Motta e Rafael Melo